Esse livro está em pré-venda e será enviado até 14 de Março de 2026
Como seria um romance autobiográfico narrado por um mosquito? Em 2003, na Amazônia brasileira, a alemã Carmen Stephan pegou malária. O diagnóstico tardou, e a autora quase morreu. Anos depois, Stephan enfim tomou coragem de escrever essa história, e o caminho que escolheu está longe de ser o mais fácil.
Em vez de apostar na primeira pessoa, tão usual na literatura contemporânea, Stephan elegeu como narradora a fêmea de anófeles que a picou, e que depois dessa picada ficou atormentada pela culpa e se irmanou com a vítima, passando a conhecê-la profundamente.
A protagonista é Carmen, mas não a mesma Carmen que escreve — uma Carmen diferente, que tem um destino diferente. A evolução da doença no corpo da personagem segue o formato de um angustiante diário em direção ao nada. O Brasil vive uma epidemia de dengue e os médicos estão convencidos de que Carmen é mais um caso, por isso não a examinam.
Assim os parasitas encontram as portas abertas para se espalhar pelo seu sangue, se alojar em seu fígado, atacar gradualmente os órgãos e lhe causar uma febre delirante, durante treze dias e noites. Para entremear esse diário de convalescença, a narradora apresenta uma pesquisa rica, repleta de conhecimento e apuro técnico, da história da malária e de sua descoberta pela humanidade. É mais uma trajetória feita de enganos, começando pela etimologia da palavra: acreditava-se que a malária vinha do ar ruim dos pântanos, daí “malaria”.
De mãos dadas com as patas da fêmea transmissora, seguimos cada passo dado por cada cientista, numa competição entre ingleses e italianos cheia de reviravoltas. Aos leitores é ofertado um banquete histórico e cultural: conhecemos as crenças de cada época, os tratamentos mais estapafúrdios já inventados e as maiores matanças causadas pela malária, como a de 20 mil homens durante a construção do canal do Panamá.
A natureza retratada por Stephan é implacável, e seu romance nos faz questionar profundamente nosso antropocentrismo. Espirituosa, a fêmea de anófeles — que ironicamente quer dizer “inútil” em grego — nos lembra que, segundo a Bíblia, ela existia antes do homem, que só foi criado no último dia: “Vocês são os invasores do nosso mundo”.
Desde a primeira página de Malária, a morte está à espreita, nos fazendo notar que não temos controle sobre o nosso destino e vivemos alheios ao fato de que todos, um dia, vamos morrer. Até que ela bate à nossa porta, e somos forçados a encará-la — com que cara?
Vencedor dos prêmios Jürgen Ponto-Stiftung de Literatura e Buddenbrookhaus para romance de estreia, na Alemanha, esse diário aterrador consegue ao mesmo tempo nos divertir e informar, além de refletir profundamente sobre a relação entre o homem e a natureza. Um romance original, que une a potência das narrativas autobiográficas, a maestria da construção ficcional e a beleza da divulgação científica.
FICHA TÉCNICA
Gênero Ficção
Páginas 168 páginas
Formato 14 x 21 cm
ISBN 978-65-84835-59-7
Lançamento 14 de Março de 2026
Esse livro está em pré-venda e será enviado até 14 de Março de 2026
Como seria um romance autobiográfico narrado por um mosquito? Em 2003, na Amazônia brasileira, a alemã Carmen Stephan pegou malária. O diagnóstico tardou, e a autora quase morreu. Anos depois, Stephan enfim tomou coragem de escrever essa história, e o caminho que escolheu está longe de ser o mais fácil.
Em vez de apostar na primeira pessoa, tão usual na literatura contemporânea, Stephan elegeu como narradora a fêmea de anófeles que a picou, e que depois dessa picada ficou atormentada pela culpa e se irmanou com a vítima, passando a conhecê-la profundamente.
A protagonista é Carmen, mas não a mesma Carmen que escreve — uma Carmen diferente, que tem um destino diferente. A evolução da doença no corpo da personagem segue o formato de um angustiante diário em direção ao nada. O Brasil vive uma epidemia de dengue e os médicos estão convencidos de que Carmen é mais um caso, por isso não a examinam.
Assim os parasitas encontram as portas abertas para se espalhar pelo seu sangue, se alojar em seu fígado, atacar gradualmente os órgãos e lhe causar uma febre delirante, durante treze dias e noites. Para entremear esse diário de convalescença, a narradora apresenta uma pesquisa rica, repleta de conhecimento e apuro técnico, da história da malária e de sua descoberta pela humanidade. É mais uma trajetória feita de enganos, começando pela etimologia da palavra: acreditava-se que a malária vinha do ar ruim dos pântanos, daí “malaria”.
De mãos dadas com as patas da fêmea transmissora, seguimos cada passo dado por cada cientista, numa competição entre ingleses e italianos cheia de reviravoltas. Aos leitores é ofertado um banquete histórico e cultural: conhecemos as crenças de cada época, os tratamentos mais estapafúrdios já inventados e as maiores matanças causadas pela malária, como a de 20 mil homens durante a construção do canal do Panamá.
A natureza retratada por Stephan é implacável, e seu romance nos faz questionar profundamente nosso antropocentrismo. Espirituosa, a fêmea de anófeles — que ironicamente quer dizer “inútil” em grego — nos lembra que, segundo a Bíblia, ela existia antes do homem, que só foi criado no último dia: “Vocês são os invasores do nosso mundo”.
Desde a primeira página de Malária, a morte está à espreita, nos fazendo notar que não temos controle sobre o nosso destino e vivemos alheios ao fato de que todos, um dia, vamos morrer. Até que ela bate à nossa porta, e somos forçados a encará-la — com que cara?
Vencedor dos prêmios Jürgen Ponto-Stiftung de Literatura e Buddenbrookhaus para romance de estreia, na Alemanha, esse diário aterrador consegue ao mesmo tempo nos divertir e informar, além de refletir profundamente sobre a relação entre o homem e a natureza. Um romance original, que une a potência das narrativas autobiográficas, a maestria da construção ficcional e a beleza da divulgação científica.
FICHA TÉCNICA
Gênero Ficção
Páginas 168 páginas
Formato 14 x 21 cm
ISBN 978-65-84835-59-7
Lançamento 14 de Março de 2026